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Como eu faço para saber se um produto alimentar é saudável mesmo?

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Confusão moderna

Infelizmente nesse mundo moderno a prática dos fabricantes é investir mais no pacote do que na qualidade dos ingredientes. E agora que ser saudável virou moda, vemos produtos completamente des-nutritivos com embalagens clean, slogans de leveza, desenhos da natureza… Enfim, uma grande confusão para o consumidor.

Por outro lado, a obsessão em ficar lendo todos os ingredientes de um rótulo já foi até identificada como um distúrbio psicológico chamado de “ortorexia”. É que essa sensação de estar sendo enganado pelos fabricantes gera tanto estresse que leva muitas pessoas a perder a vontade de se alimentar.

Então qual o caminho do meio?

Com certeza precisamos tomar cuidado com a indústria que vende porcarias camufladas mas também não convém perder a saúde mental com cada detalhe de um rótulo. Nesse post vou te contar o que costumo fazer quando entro em contato com um produto novo.

Sorvetes Veganos

Nesse mês eu ganhei dois sorvetes veganos com embalagens muito caprichadas e quero compartilhar com você o passo a passo do meu controle de qualidade.

Termômetro número 1: A minha sensibilidade

Assim como aprendemos e praticamos dia a dia na Escola Detox, o meu primeiro passo foi degustar o sorvete com muita presença. Depois de um tempo fazendo limpezas do corpo a sensibilidade vai se aguçando e fica muito mais fácil perceber se o que você está comendo cai bem ou não.

O que eu observo:

  • No aroma: Cheira bem? Me faz salivar?
  • Na boca: Tem sabor químico, metálico ou artificial?
  • Na garganta: Passa legal ou fica meio entalado?
  • No estômago: Digere fácil ou fica meio pesado e me gera sonolência?
  • No coração: me dá uma euforia curta seguida de um vazio existencial?
  • Na mente: Me gera agilidade ou algum tipo de névoa ou dispersão mental?
  • No geral: Esse alimento me traz saciedade? Por quanto tempo?

Neste primeiro teste o sorvete número 2 foi o que meu corpo aprovou.

Termômetro número 2: Dica da vovó

O segundo passo é uma dica popular que costuma ser muito precisa: A embalagem é fácil de lavar? Você pode ver no vídeo que o sorvete 2 saiu só com água enquanto que o 1 fez uma crosta mais difícil de lavar. Essa dica não tem nenhuma comprovação científica, mas faz sentido: Assim como ficou a embalagem, o prato ou a panela é também como vai ficar seu corpo por dentro.

Imagina aqueles pratos que precisa usar esponja de aço e fazer uma verdadeira musculação para lavar, como será para seu corpo? Outro dia fui lavar uma tigela de gelatina e fiquei impressionado com o esforço que tive que fazer. Nem precisei ver os ingredientes para imaginar que tinha muita porcaria ali dentro.

E que beleza quando você vai lavar um prato de comida saudável, às vezes até pode estar melecado, com cara de “louça difícil”, mas você passa uma aguinha e ele já fica limpo. Dá pra sentir o corpo agradecendo! Obrigado pelo carinho Nicolas!

Termômetro número 3: Agora sim os ingredientes

Porque deixei os ingredientes por último?

Porque eu comprovo todos os dias nos nossos grupos que é possível despertar a sensibilidade, e que ela seja o seu farol guia para cada momento. Assim a gente neutraliza também a armadilha do estresse. Eu costumo brincar nas aulas que se você for comer uma porcaria é melhor não ler o rótulo. Se você ler o rótulo, você vai ter que lidar com as toxinas da comida e com as toxinas do estresse! Você não precisa se matar decorando cada nome de cada ingrediente que a indústria inventa. Você experimenta e pergunta para o seu corpo. Isso é bom para nós?

Em segundo lugar, a indústria tem a prática de mudar os nomes dos ingredientes que começam a ficar “marcados” pelo público (nos EUA existem 61 nomes diferentes para açúcar nas embalagens como sucralose, maltodextrina, xarope de alta frutose, dextrose, xarope de glicose, etc). Como se isso não fosse suficiente, é prática comum na indústria simplesmente omitir ingredientes das embalagens! Então, mesmo que você estude arduamente e conheça cada ingrediente do seu rótulo você ainda pode ser enganado! Imagina que para cada 1 litro de azeite de oliva produzido no mundo são vendidos 4 litros de azeite de oliva. Por isso eu digo e repito e não canso de repetir: Só a sensibilidade pode nos defender!

O corpo sabe o que é bom para ele. Na Escola Detox a gente vê todos os dias os alunos que não conseguem mais colocar açúcar no café, que o corpo reclama na hora quando eles exageram, que a luz azul do celular começa a arder nos olhos. Quando você limpa seu corpo, naturalmente o que é tóxico começa a incomodar mais. É isso que eu ensino e é assim que eu faço na minha vida.

Comparação dos dois sorvetes
Sorvete número 1
  • Preparado a base de morango – no mínimo estranho porque não podemos saber exatamente o que tem neste preparado.
  • Óleo de coco – ótimo.
  • Xarope de glicose – péssimo.
  • Açúcar – péssimo.
  • dextrose – péssimo.
  • proteína de ervilha – ótimo.
Sorvete número 2
  • Coco – ótimo.
  • Açúcar de coco – um açúcar com baixo índice glicêmico, bom.
  • Tâmara – dependendo da quantidade pode ser muito glicêmica.
  • Óleo de coco – ótimo.
  • Castanha de caju – ótimo.
  • Inulina – uma fibra da chicória, excelente para o intestino.
  • Chá verde – ótimo.
  • Proteína de ervilha – ótimo.
Conclusão

Estou satisfeito porque minha sensibilidade está bem afiada! O sorvete número 2 foi o que meu corpo aprovou e revisando os ingredientes vemos que é claramente melhor que o outro. Você gostaria de recuperar a sua sensibilidade também? O caminho que propomos aqui na Escola Detox é começar pelo Projeto JADE.

O JADE é a nossa Rede de alimentação consciente, se você quiser participar e se aprofundar na sua relação com a comida, clique aquí.

Te vejo na próxima aula! Até lá!

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Nicolas Carvalho

Nicolas Carvalho

Fundador da Escola Detox. Formado em Medicina Tradicional Chinesa, Psicologia Corporal e Yoga. Há 10 anos facilita processos depurativos no Brasil e na Argentina.
Nicolas Carvalho

Nicolas Carvalho

Fundador da Escola Detox. Formado em Medicina Tradicional Chinesa, Psicologia Corporal e Yoga. Há 10 anos facilita processos depurativos no Brasil e na Argentina.

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